Já faz algum tempo que me questiono a cerca do sentido das coisas. Paro, penso, repenso e volto a pensar. Não sei o que sinto. Até acho que não sinto nada. Ou sinto-me vazia. Afinal sinto ou não sinto? Será que o mundo sente?
Quero, mas não quero querer. Sinto, mas não quero sentir. Tenho medo. É o peso de uma barreira que eu própria criei em mim. Não espero que ninguém me diga o que fazer, espero senti-lo. Mas eu não sinto. Tenho medo.
Tento encontrar uma explicação, um motivo. Não existe. Na verdade, não sei porque o procuro. Talvez seja a remota esperança de o sentir. Mas eu não sinto.
Através desta janela vejo o mundo passar-me diante os olhos. Penso, repenso e volto a pensar. Sinto que em breve tudo irá mudar. Tenho medo.
Abro o mapa. Procuro traçar o meu caminho, mas não consigo. Fecho os olhos, estico o dedo e deixo-o cair sobre o meu próximo destino.
Por momentos sinto. Sinto uma vontade enorme de partir. Quero viver sem pensar no amanhã. Quero viver segundo a segundo como se fosse o último. Sem qualquer razão ou explicação. Quero sentir o acelerar do meu coração a cada passo da minha caminhada.
Mas eu não sinto...
terça-feira, 26 de maio de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Escrever
Sentei-me, olhei para esta página em branco e dei-me conta que ando demasiado ocupada para escrever... Reflecti sobre qualquer que fosse a razão e acabei por me perder nos pensamentos... Voltei a focar-me nesta página completamente branca. Questionei-me porque razão haveria eu de escrever. Mas aqui estou eu, sentada sem saber por onde começar, às voltas com mil e uma palavras que todos os dias guardo para mim sem as pronunciar... Palavras que agora me fogem, sem que as consiga agarrar.
Não sei onde estás, não te encontro. Na verdade, nem sei o teu nome... Espero-te sem saber quem és. Sonho acordada. Imagino de que cor serão os teus olhos, como serão os teus lábios, como será o teu toque. Olho pela janela e não espero que venhas sentado no teu cavalo branco. Espero apenas que venhas, seja de que maneira for. Aguardo ansiosamente a tua chegada. Abro e fecho, vezes sem conta, a capa do meu caderno pautado, no qual escrevo para ti. Ou talvez para mim. Pego na caneta e, lentamente, desenho silenciosas letras que serão guardadas a sete chaves, como um segredo, que nunca será revelado...
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